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Qual lição a professora indiana tem a nos ensinar?

Recentemente, algumas pessoas compartilharam em suas redes sociais um vídeo de uma professora indiana realizando alguns cálculos. E por que este vídeo chamou minha atenção?

Basicamente porque ela apresenta diferentes maneiras de se realizar a mesma multiplicação, a qual estamos tão habituados a fazer do “nosso jeito”.

Para entender como a professora realizou estes cálculos, fiz um vídeo para você! Coloque um e-mail válido no campo indicado abaixo e assista-o.

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Infelizmente, o ensino no Brasil, ainda num formato tradicional, de modo geral, nos ensina a “fazer a conta” apenas de uma maneira (com uma ou outra pequena variação), e que assim é mais fácil e mais prático de se fazer!

Porém, não é bem assim que as coisas funcionam…

Para exemplificar de forma mais simples do que as multiplicações apresentadas no vídeo, pensemos na operação de adição dos números 46 e 28. O algoritmo (processo de cálculo) ensinado na escola, em geral, funciona da seguinte maneira:

 01_mc_post_im_outras01
  • Somamos o 6 e o 8, resultando em 14. Anotamos 4 (unidades) embaixo do traço, na coluna das unidades, e subimos 1 (dezena).
  • Somamos as dezenas 1, 4 e 2, resultando em 7 (dezenas), e anotamos abaixo do traço, na coluna das dezenas.

Muitas crianças, quando aprendem o algoritmo, “erram a conta”, porque começam a somar da esquerda para direita, ou seja, as dezenas primeiro e, depois, as unidades. Natural, pois aprendem a escrever assim, não é?! Neste caso, a conta ficaria como a apresentada ao lado.

 01_mc_post_im_outras02

Por este motivo, muitas vezes, quando o algoritmo é ensinado de maneira mecânica, a criança não avalia o funcionamento do procedimento e/ou se o resultado está correto.

Então, por que ensinar só de um jeito? Por que não incentivar as pessoas a pensarem por outros meios? Será que o que é mais fácil/prático para um, também é para o outro?

No exemplo da adição apresentado, quando realizamos o cálculo mentalmente, em geral, pensamos primeiro em somar as dezenas e depois as unidades (é quase intuitivo!). Assim:

 

 01_mc_post_im_outras04

Neste sentido, o algoritmo poderia ser algo do tipo:

 01_mc_post_im_outras05
  • Somamos 40 e 20, resultando em 60, e anotamos abaixo do traço.
  • Somamos 6 e 8, resultando em 14, e anotamos abaixo do 60.
  • Somamos 60 e 14, resultando em 74, e anotamos no final.

De modo similar, a professora indiana mostra a seus alunos que existe mais de uma maneira de se fazer a conta de multiplicação e que eles podem e devem escolher o método com o qual têm mais afinidade ou ainda buscar outros métodos novos, por que não?

Diante desta cena, faço então uma pergunta para refletirmos: qual lição podemos tirar da aula da professora indiana?

Sinteticamente, que na matemática ou na vida quase sempre existe(m) outra(s) forma(s) de se “realizar o cálculo”, de se resolver o problema, de se escolher o caminho.

Portanto, sempre que um “cálculo”, problema ou dificuldade aparecer em nossas vidas, devemos pensar que sua resolução não precisa ser feita apenas da maneira que conhecemos ou que consideramos, a princípio, mais óbvia, ou mais fácil. Mas sim redirecionarmos nosso olhar a fim de enxergarmos por diferentes ângulos e, provavelmente, encontrarmos também outras direções para a resolução.

Busque outros caminhos, outras alternativas, outras soluções e, então, decida qual deseja seguir!

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4 Comentários

  • Responder ANALIDIA 10/06/2016 em 14:57

    Muito bom Jana, tbem acho que devemos ampliar nossos conhecimentos, abrir nosso foco.
    Parabéns pela sua iniciativa!!

    • Janaina Caldeira
      Responder Janaina Caldeira 13/06/2016 em 15:19

      Que bom que gostou!

  • Responder Alisson 29/06/2016 em 16:36

    Muito interessante ! Boa apresentação do tema, gostei muito.

    • Janaina Caldeira
      Responder Janaina Caldeira 29/06/2016 em 17:27

      Que bom que gostou Alisson!
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