Dividindo conhecimento

O Coreógrafo dos Círculos

O brilhantismo de alguns artistas está na iniciativa de criar algo novo que nos impressiona pela beleza, equilíbrio e complexidade. Nos trabalhos do americano Tony Orrico podemos ver um exemplo vivo de como fazer isso com excelência.

Ao utilizar seu próprio corpo como instrumento e unidade medida para construir seus desenhos, nos revela, em coreografias sincronizadas, incríveis formas criadas com grafite, corpo, criatividade e um conhecimento geométrico inquestionável.

Suas performances chegam a durar 4 horas e muitos de seus desenhos baseiam-se na ideia de circunferência para serem compostos.

No desenho a seguir, por exemplo, o raio das circunferências criadas aproximam-se do comprimento de seus braços, que se comportam como uma espécie de compasso para traçá-las.

Ele também utiliza seu próprio corpo como unidade de medida para distanciar o centro de uma circunferência às outras (neste caso, podemos ver que são compostas 4 circunferências principais).

Neste outro, a largura de seus ombros (ou distância entre os joelhos) corresponde aproximadamente ao diâmetro das dezenas de circunferências construídas.

Outro conceito geométrico utilizado pelo artista nestas e em outras de suas obras é a simetria axial (o nome é estranho, mas o conceito é simples!).

Podemos dizer que uma figura possui simetria axial, quando existe pelo menos um eixo de simetria que a divide em duas partes iguais que se sobrepõem por reflexão (a circunferência e o círculo possuem infinitos eixos de simetria!).

Na obra a seguir podemos ver como resultado da coreografia, uma figura com simetria axial vertical:

Para saber mais, acesse: http://tonyorrico.com.

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1 Comentário

  • Responder Ana Paula 11/06/2016 em 20:29

    Muito bom e interessante

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